Spectacular, spectacular.

Brilliant.

Day #5:

Andando pela Av Paulista, você me conta que gosta de ir aos jogos de futebol com um radinho, como aquele que vende na banca de jornais. “eles veem coisas que nós não conseguimos ver”, tentando me convencer que essa prática esquisita tem o seu propósito. Quando digo que nunca vi um jogo em estádio, pensa por um instante e conclui: vou te levar, com radinho.

Salvando setembro:

Chegou setembro, de cara fechada e o peso das preocupações sobre o corpo e sobre o trânsito.

Você me pergunta se podemos ir ao museu.

É minha obrigação salvar setembro do tempo ruim. 

Day #4:

Sentados no sofá entre uma cerveja e outra, você comenta sobre a sensibilidade dos artistas e como sofrem por amor. Eu  fico aliviada em saber que o amor é tão complexo e sofrido pra mais gente. Te conto, então, como o amor é a matéria prima pra muitas das coisas que eu faço, mas como ela também é como uma dor infinita que, ao mesmo tempo que eu quero que acabe, tento transformar a cada minuto em inspiração. Pela primeira vez conto pra alguém como as coisas foram comigo, dos meus projetos, de todo o sofrimento dos 3 anos, a queda que me despertou e como tudo isso ressoa - e dói como uma ferida cicatrizando - ainda hoje.

Você me abraça. Te olho e enxergo uma pessoa que se preocupa muito comigo e com as coisas que me acontecem e aconteceram. Acho que, nesse momento, você sentiu uma pontada da dor que eu senti, e por mais que seja difícil, é bonito de se ver. Fazia tempo desde a última vez.

Minha acupunturista diz que eu penso demais. Que, talvez, eu precisasse de uma dose alta de amor passional pra deixar de pensar.

Caminho lento, com cuidado, em direção a você.

"Disseste de repente que precisava ter os pés na terra, porque se começasses a voar como eu todas as coisas estariam perdidas."

Dia #3:

Uma mistura simpática de japonesa, com francesinha e uma pontinha de islandesa.

Batutinha.